Doutorado no exterior: o que significa entrar para a elite da pesquisa global
Por que fazer um PhD lá fora pode ser a melhor decisão da sua vida acadêmica
O doutorado no exterior é um bicho diferente. Não é só um nível a mais de escolaridade. É uma transformação profunda na forma como você pensa, pesquisa e se posiciona no mundo.
A primeira coisa a entender é que, na maioria dos países, o doutorado (PhD) é financiado. Isso mesmo. Especialmente em ciências, engenharia, tecnologia e áreas de pesquisa aplicada, as universidades americanas, britânicas, alemãs, canadenses e australianas geralmente oferecem pacotes completos com anuidade paga e bolsa mensal. Em troca, você trabalha como pesquisador e, frequentemente, como assistente de ensino (teaching assistant).
A escolha do orientador (advisor ou supervisor) é provavelmente a decisão mais importante de todo o doutorado. O orientador certo abre portas, financia sua pesquisa e conecta você com a rede global do campo. Pesquise com cuidado as publicações, o estilo de orientação e a situação dos alunos atuais.
Um PhD fora do Brasil leva, em média, de quatro a seis anos. Durante esse período, você vai publicar artigos científicos, apresentar trabalhos em conferências, colaborar com outros grupos de pesquisa e, provavelmente, fazer uma visita sanduíche em outra instituição. Ao final, você defende a tese para uma banca composta por especialistas internacionais.
E depois? As possibilidades são: academia, pesquisa industrial em empresas de tecnologia e farmacêuticas, políticas públicas e organizações internacionais. O PhD é um passaporte para posições de liderança intelectual em praticamente qualquer setor.
Para os brasileiros, a CAPES oferece o Programa de Doutorado Pleno no Exterior. O CNPq também tem modalidades específicas. Vale pesquisar, porque o financiamento pode fazer toda a diferença na viabilidade do projeto.
Aplique para 10 a 15 programas de doutorado. A taxa de aceitação em programas financiados de qualidade costuma ficar entre 5% e 15%. Diversificar é a estratégia mais inteligente.